Imóvel de alto padrão se vende na conversa, e a conversa chega pelo WhatsApp a qualquer hora. Quem pergunta o valor de um apartamento às onze da noite está decidindo naquele momento. A corretora, nessa hora, estava em visita, dirigindo ou dormindo, e respondia três horas depois. Nesse intervalo a pessoa já tinha falado com outro corretor. Some a isso o jeito como as pessoas realmente escrevem: mandam áudio no trânsito, mandam a foto de um imóvel que viram por aí e escrevem em cinco mensagens picotadas em vez de uma. Depois de tudo isso ainda faltava o trabalho de cadastrar a pessoa no CRM e anotar o que ela queria. Isso ficava para quando sobrasse tempo, e não sobrava.
A primeira conversa passou a acontecer na hora, em qualquer horário, e a corretora entra quando a pessoa já está pronta para visitar. O trabalho que antes ficava para depois da conversa acaba junto com ela. Quando o corretor abre o CRM, o lead já está cadastrado, a visita já está na agenda e o resumo do que foi conversado já está lá.
Cinco peças, cada uma com um trabalho. Juntas, elas são o que segura conversa picada, áudio no trânsito, cliente antigo e lead novo no mesmo número de WhatsApp, sem ninguém do time digitando nada depois.